Luta contra assédio dentro
e fora dos estádios
e fora dos estádios
Jornalistas esportivas do Brasil uniram-se para denunciar
agressões psicológicas e físicas sofridas dia-a-dia em seu trabalho
agressões psicológicas e físicas sofridas dia-a-dia em seu trabalho
Dia 11 de março de 2018 o
estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, estava sediando um clássico entre Grêmio e
Internacional. A repórter Renata Medeiros, da RádioGaúcha, foi insultada e agredida enquanto realizava a cobertura. Um
torcedor do Inter gritou: “Sai daqui, sua puta!”.
Com o intuito de intimidar, começou a filmar de seu telefone celular e pedindo para que o homem repetisse. Insatisfeito, agrediu-a com um soco que lhe proporcionou um hematoma. A jornalista relatou e lamentou o episódio em uma das suas redes sociais:
Com o intuito de intimidar, começou a filmar de seu telefone celular e pedindo para que o homem repetisse. Insatisfeito, agrediu-a com um soco que lhe proporcionou um hematoma. A jornalista relatou e lamentou o episódio em uma das suas redes sociais:
• Desabafo:
Renata de Medeiros
Tweet da repórter Renata de Medeiros desabafando sobre o episódio
• Episódio:
Renata de Medeiros
Vídeo do momento de agressão a repórter Renata de Medeiros
Dois dias
depois, no Rio de Janeiro, o canal Esporte Interativo estava
realizando a cobertura de uma partida de futebol. São Januário foi palco da
disputa entre Vasco e Universidad do Chile pela Libertadores. Antes do jogo
começar, a repórter Bruna Dealtry foi beijada à força.
Coagida, sua única
reação foi dizer: “Isso não foi legal. Isso não precisava, mas aconteceu.” e
continuou a transmissão. A jornalista capturou uma imagem do vídeo no momento
exato do beijo e postou junto a um desabafo em seu Instagram:
• Desabafo:
Esporte Interativo
Vídeo do momento de agressão a repórter Bruna Dealtry
• Episódio:
Bruna Dealtry
Desabafo no Instagram da repórter Renata de Medeiros sobre o episódio
Inacreditavelmente
esses dois casos ocorreram apenas uma semana depois do Dia Internacional da
Mulher. É sabido que vivemos em uma época em que o assédio feminino predomina
fortemente. Mulheres de todas as partes do mundo e das mais diversas profissões
ainda sofrem bastante com o machismo.
Conforme o tempo passa, não há diminuição de casos, mas sim um aumento significativo de denúncias. E como ultimamente tornou-se corriqueiro no meio jornalístico, as jornalistas brasileiras, cansadas de todo esse desrespeito, uniram-se decididas a cessar todos esses abusos. Foi criada a campanha: #DeixaElaTrabalhar. As profissionais da área manifestaram-se por vídeos fazendo a seguinte pergunta: “Até quando?” e relatando seus casos de assédio, agressão ou insultos.
A campanha tem como objetivo chamar atenção não só para os ocorridos dentro do estádio, mas sim em redações, na rua, virtualmente ou em qualquer outro lugar público. É válido ressaltar que visa englobar todas as mulheres, não se limita a profissão jornalismo.
Esse ato serve de pontapé para que todas as mulheres denunciem, não fiquem caladas. Segundo o DataFolha–Instituto de Pesquisas, “Uma parcela de 42% das brasileiras, com 16 anos ou mais, declara já ter sido vítima de assédio sexual.“. Essa porcentagem é alarmante, principalmente pela idade inicial.
Conforme o tempo passa, não há diminuição de casos, mas sim um aumento significativo de denúncias. E como ultimamente tornou-se corriqueiro no meio jornalístico, as jornalistas brasileiras, cansadas de todo esse desrespeito, uniram-se decididas a cessar todos esses abusos. Foi criada a campanha: #DeixaElaTrabalhar. As profissionais da área manifestaram-se por vídeos fazendo a seguinte pergunta: “Até quando?” e relatando seus casos de assédio, agressão ou insultos.
A campanha tem como objetivo chamar atenção não só para os ocorridos dentro do estádio, mas sim em redações, na rua, virtualmente ou em qualquer outro lugar público. É válido ressaltar que visa englobar todas as mulheres, não se limita a profissão jornalismo.
Esse ato serve de pontapé para que todas as mulheres denunciem, não fiquem caladas. Segundo o DataFolha–Instituto de Pesquisas, “Uma parcela de 42% das brasileiras, com 16 anos ou mais, declara já ter sido vítima de assédio sexual.“. Essa porcentagem é alarmante, principalmente pela idade inicial.
Futebol & Mania
Vídeo da campanha: #DeixaElaTrabalhar


Nenhum comentário:
Postar um comentário